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8ª Semana de Museus no CAALE, conta com exposição de material do sítio Rio Vermelho-Santa Luzia/MG

O Material arqueológico do sítio Rio Vermelho e de educação patrimonial do projeto LT 500 KW Neves1 – Mesquita, Santa Luzia /MG (resgatado e analisado pela Scientia) está exposto no Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire, dirigido pela arqueóloga Rosângela Albano, em Lagoa Santa/MG, durante a 8ª Semana Nacional de Museus promovida pelo IBRAM/IPHAN, no período de 18 a 23 de maio.

 Na abertura da exposição o arqueólogo e gestor da Scientia BH, Adriano Batista de Carvalho, falou sobre a importância do sítio Rio Vermelho no contexto regional, pois além de excepcionalmente conservado, está localizado em uma área fora das concentrações de pesquisas sobre a Tradição Tupiguarani em Minas Gerais. O sítio apresenta uma indústria cerâmica com características muito típicas desta tradição no estado alem de suas particularidades como a presença de potes não queimados.  Esta conservação o torna muito importante para uma análise comparativa com sítios de outras tradições e sítios Tupiguarani do sudeste brasileiro.

Em termos estilísticos, a cerâmica do Rio Vermelho, apresenta características comuns às dos sítios da Zona da Mata e do Rio Doce, como, por exemplo, as formas (bi-infletidos, tigelas, bacias e infletidos simples e compostos). Os motivos curvilineares pintados são comuns a todo sudeste brasileiro, ressalva para coleções do Rio de Janeiro, nas quais a variação é muito maior.

Através do estudo do material lítico do sítio Rio Vermelho, foi possível determinar duas áreas de atividades desse grupo: uma considerada de habitação e outra uma oficina lítica, percebidas na escolha das matérias primas, nas técnicas produtivas e nos instrumentos. Os blocos eram testados pelo lascamento e os melhores suportes eram transportados para a área de habitação. Em outras palavras, as primeiras etapas da cadeia operatória, seleção da matéria-prima, limpeza e redução do núcleo eram realizadas na oficina e para a área de habitação eram levados os núcleos selecionados.

As atividades de educação patrimonial desenvolvidas no projeto junto à comunidade de Pinhão no município de Santa Luzia constaram de dois momentos: o primeiro, durante o período de resgate do sítio, no ano de 2008, e o segundo quando foram finalizadas as análises de laboratório do material coletado, no início do ano de 2010. Uma cópia dos cartazes elaborados para a segunda etapa de educação patrimonial, uma devolução sobre as análises à comunidade, foram cedidos ao CAALE, que é a instituição, e estão expostos no evento.
Patrícia Hackbart(Scientia- BH)

 

À Direita: Adriano em conversa com a secretária de Lagoa Santa.

 

Abertura da exposição

Incentivo a iniciativas científicas, culturais e educativas

  • Apoio ao 4º Congresso Brasileiro de Avaliação de Impacto – 4º CBAI, que aconteceu no período de 22 a 26 de Outubro de 2018, na cidade de Fortaleza (CE). Link
  • Parceria com o Clubinho da Tartaruga do Programa Quelônios da Amazônia, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade.
  • Apoio parcial ao XVII Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2009.
  • Apoio parcial ao II Encontro da Regional Sudeste da Sociedade de Arqueologia Brasileira - SAB Sudeste, Rio de Janeiro, 2009.
  • Apoio parcial ao VI Encontro da Sociedade Brasileira de Arqueologia - SAB Sul, Florianópolis, 2008.
  • Apoio parcial ao XVI Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2008.
  • Apoio parcial ao Seminário de Resíduos Sólidos, Coleta Seletiva Solidária e Responsabilidade Socioambiental do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, 2008.
  • Apoio parcial ao Seminário do Programa de Coleta Seletiva Solidária, Belém, 2008.
  • Apoio parcial à publicação da revista Vestígios: Revista Latino-Americana de Arqueologia Histórica, v.2, n.2, jul./dez. 2008.
  • Apoio parcial ao XV Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2007.
  • Apoio parcial ao Evento Comemorativo ao Ano Internacional do Planeta Terra: Água e Meio Ambiente na Amazônia do Museu Paraense Emílio Goeldi. Belém, 2007.
  • Apoio parcial à publicação da revista da Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, v.14/15, 2003.

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