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PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL É APRESENTADO EM BELÉM

 

Cerca de 1600 crianças participantes de atividades de educação sobre a cultura proveniente de sítios arqueológicos. Mais de 350 professores capacitados para trabalhar o conhecimento arqueológico nas salas de aula de 55 escolas públicas. Cinquenta pessoas qualificadas para utilizar no artesanato traços de cerâmica antiga. Esses são os números que demonstram alguns resultados do Programa de Educação Patrimonial desenvolvido pela Alcoa em Juruti, iniciativa coordenada pela Scientia Consultoria Científica que teve início em 2008.

Os trabalhos iniciaram depois que foram encontradas cerca de 100 mil amostras arqueológicas nas áreas escavadas durante a fase de estudos para a implantação da Mina de Juruti. As pesquisas indicam que as peças datam de cerca de dois mil anos atrás. Com as descobertas, uma série de ações foi empreendida a fim de promover a sensibilização e a valorização do patrimônio cultural e histórico do município.  

Os conhecimentos e a importância dos fragmentos encontrados foram difundidos entre a rede pública de ensino de Juruti, tanto a professores como aos alunos, e também serviram de base para o aprimoramento dos trabalhos de artesãos do município. Segundo a arqueóloga Lílian Panachuk, coordenadora do Programa de Educação Patrimonial pela Scientia Consultoria, foi feita uma parceria com a Associação de Mulheres Trabalhadoras de Juruti (AMTJU) e a Associação dos Artesãos do Município de Juruti (AMJU) para capacitação dos associados para o trabalho com cerâmica.

Os trabalhos em Juruti foram avaliados positivamente pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foram apresentados em evento especializado da área de políticas sobre o patrimônio histórico em Belém, nos dias 1º a 4 de Dezembro. O evento, chamado “Balaio do Patrimônio Cultural”, foi coordenado pelo próprio Iphan, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult). “Fomos convidadas para mostrar o trabalho e foi uma oportunidade maravilhosa de trocar experiências e aprender com as atividades de outros projetos”, conta Lílian.

Participaram do evento cerca de 40 gestores municipais, arqueólogos e estudiosos, incluindo módulo de capacitação. “Pelos relatórios do programa de Juruti, nós vínhamos percebendo que a participação da comunidade é realmente efetiva nas ações implementadas no município. Então, trouxemos essa representação empresarial na área de educação patrimonial”, explica Denise de Carvalho, técnica do Iphan na área de Arqueologia. 

Estagiários
A novidade apresentada durante o evento foi a contratação de estagiários jurutienses pelo Programa de Educação Patrimonial. Em Outubro, oito estudantes de 15 a 20 anos, das Escolas Raimundo de Souza Coelho e Emanuel Salgado, iniciaram o estágio. “O objetivo é fazer com que os jovens percebam o quanto o município é valioso. Eles estão trabalhando com o patrimônio edificado da cidade, casas antigas, histórias antigas e com os nomes das ruas”, explica Lílian Panachuk. “A ideia é construir um livro e publicar tudo o que eles estão pesquisando dentro do programa”, completa.

Evillen Batista, de 18 anos, é uma das estagiárias. “Estamos desenvolvendo o projeto Memórias de Rua, com a finalidade de resgatar as histórias que estão sendo perdidas em Juruti. Assim, as pessoas vão conhecer como era o município no passado”, conta a jovem. “Estamos fazendo entrevistas, colhendo as histórias dos nomes das ruas. Hoje eu vejo a importância disso. É a nossa história, o nosso passado e eu me encanto com esse trabalho”.

FONTE: Programa de Educação Patrimonial é Apresentado em Belém. Dez. 2010.


Disponível em: http://quarto-poder.blogspot.com/2009/12/programa-de-educacao-patrimonial-e.html

Incentivo a iniciativas científicas, culturais e educativas

  • Apoio ao 4º Congresso Brasileiro de Avaliação de Impacto – 4º CBAI, que aconteceu no período de 22 a 26 de Outubro de 2018, na cidade de Fortaleza (CE). Link
  • Parceria com o Clubinho da Tartaruga do Programa Quelônios da Amazônia, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade.
  • Apoio parcial ao XVII Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2009.
  • Apoio parcial ao II Encontro da Regional Sudeste da Sociedade de Arqueologia Brasileira - SAB Sudeste, Rio de Janeiro, 2009.
  • Apoio parcial ao VI Encontro da Sociedade Brasileira de Arqueologia - SAB Sul, Florianópolis, 2008.
  • Apoio parcial ao XVI Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2008.
  • Apoio parcial ao Seminário de Resíduos Sólidos, Coleta Seletiva Solidária e Responsabilidade Socioambiental do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, 2008.
  • Apoio parcial ao Seminário do Programa de Coleta Seletiva Solidária, Belém, 2008.
  • Apoio parcial à publicação da revista Vestígios: Revista Latino-Americana de Arqueologia Histórica, v.2, n.2, jul./dez. 2008.
  • Apoio parcial ao XV Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2007.
  • Apoio parcial ao Evento Comemorativo ao Ano Internacional do Planeta Terra: Água e Meio Ambiente na Amazônia do Museu Paraense Emílio Goeldi. Belém, 2007.
  • Apoio parcial à publicação da revista da Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, v.14/15, 2003.

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