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PIBIC premia melhores estudos da iniciação científica

Agência Museu Goeldi - Descrição de novas espécies. Caracterização anatômica de madeiras com valor econômico. Análise de cerâmicas arqueológicas do Baixo Amazonas. Estudos sobre a educação para os filhos de pescadores e até a investigação sobre o acervo imaterial em região de mangue com vistas à criação de um Ecomuseu no nordeste paraense. Pesquisas bem diferentes e de qualidade. Esse é o balanço de mais um Seminário de Iniciação Científica realizado no Museu Goeldi, em Belém (PA).

O empenho dos autores dessas pesquisas, estudantes da iniciação científica, e de seus orientadores, pesquisadores da instituição, foi reconhecido pelos avaliadores e gestores do Programa de Iniciação Científica (PIBIC) do MPEG, que selecionaram os melhores estudos realizados no âmbito do programa. Oito estudos foram escolhidos de um total de 80 apresentados. Os bolsistas premiados foram contemplados com publicações do Museu.

"Novas ocorrências de espécies para a Amazônia, para o Brasil e para a Ciência. Como são importantes esses projetos de iniciação científica!", comentou o avaliador externo Reginaldo Donatelli, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), durante a apresentação do estudo realizado pela bolsista Naraiana Loureiro Benone sobre a diversidade de espécies de formigas dos gêneros Strumigenys e Pyramica na Floresta Nacional de Caxiuanã, no Pará.

Orientado pela pesquisadora Ana Harada, do Museu Goeldi, o estudo foi considerado um dos melhores trabalhos realizados no âmbito da Coordenação de Zooologia, ficando em primeiro lugar na classificação dessa área. "Participar do PIBIC está sendo excelente para a minha formação. Passei a entender melhor como é realizada a pesquisa científica e isso tem me ajudado muito na apresentação de trabalhos na faculdade", comemora Naraiana que cursa Biologia.

Das 11 espécies do gênero Strumigenys identificadas no estudo, a partir de coletas realizadas no interior da floresta, dez são novas ocorrências para Caxiuanã, cinco para o estado do Pará, uma para o Brasil, além de uma nova espécie para a Ciência, S. caxiuanensis, que está sendo descrita. Já as 13 espécies do gênero Pyramica também identificadas no estudo representam novas ocorrências para Caxiuanã.

Da Zoologia também foram premiados os trabalhos: "Descrição de uma nova espécie do gênero Hemigrammus (Characiformes: Characidae)", da bolsista Tamires Viana que, sob a orientação do pesquisador Wolmar Benjamin Wosiacki, curador da coleção de ictiologia do Museu Goeldi, descreveu as características de uma nova espécie de peixe encontrado no município de Chaves (PA), em segundo lugar; e "Relação peso-comprimento e análise quantitativa de matéria orgânica consumida por Cyphocharax abramoides (Kner 1859) na Estação Científica Ferreira Penna, Melgaço – PA", de Bruno Ayres Santos, que investigou a dieta alimentar de outro peixe que habita os ambientes aquáticos de Caxiaunã. Orientado por Ana Prudente, do MPEG, e Luciano Montag, da Universidade Federal do Pará, a pesquisa ficou em terceiro lugar.

Botânica – Na Botânica, o estudo "Caracterização anatômica de dez espécies do gênero Qualea Aubl. como contribuição ao mercado amazônico de madeiras", da estudante Juliana Livian Lima de Abreu, ficou em primeiro lugar. Orientado pelos pesquisadores Pedro Lisboa e Alisson Rodrigo Souza Reis, o estudo se baseou em análises macroscópicas para identificar corretamente espécies do gênero Qualea Aubl, que possuem grande variabilidade de uso, desde a fabricação de papel até na construção civil e naval. No estudo, a bolsista ressalta que "a identificação correta através do estudo de suas estruturas é de grande contribuição para o mercado de madeiras, servindo como ferramenta para evitar os freqüentes equívocos causados em sua comercialização, assim como a pluralidade de nomes vulgares utilizados".

Orientado pelo pesquisador Milton Hélio Silva, o estudo "Enraizamento de estacas de Piper aduncum L. (Piperaceae), planta produtora de óleo essencial rico em dilapiol", do bolsista Breno Carvalheiros Sarmento, ficou em segundo lugar. A pesquisa visa ao estabelecimento de tecnologia de cultivo, por enraizamento, do Piper aduncum, que apresenta propriedades inseticida, fungicida, bactericida e larvicida.

Populações Humanas – Nas Coordenações de Ciências da Terra e Ecologia (CCTE), Ciências Humanas (CCH) e Comunicação e Extensão (CCE) apenas um estudo, de cada área, foi premiado. Orientado pela pesquisadora Dirse Kern (CCTE), o estudo "Caracterização química e micromorfológica das cerâmicas arqueológicas do sítio Terra Preta 1, na região do Baixo Amazonas", do bolsista André Heron Reis, analisou os teores de Ferro em fragmentos cerâmicos com pintura vermelha e laranja, pertencentes a sítios arqueológicos situados nos municípios de Juruti e Barcarena, no estado do Pará.

As análises dos teores de Ferro indicam que a pintura vermelha dos fragmentos cerâmicos de Juruti pode ser de origem mineral, enquanto que as pinturas laranja de Juruti e vermelha de Barcarena indicam proveniência orgânica. Segundo a bolsista, "esses dados levantam a hipótese de que um grupo pré-histórico pode ter tido domínio das duas técnicas de produção de tintas".

Realizado pela estudante Gláucia Cristina Souza Ferreira, que cursa Pedagogia na UFPA, o estudo "O processo educativo dos filhos de pescadores em uma comunidade de Curuçá-PA" foi escolhido o melhor trabalho de iniciação científica das Ciências Humanas. Orientada pela antropóloga Lourdes Furtado, a pesquisa investigou como ocorre o aprendizado das crianças envolvidas na atividade pesqueira na comunidade de São João do Abade.

A pesquisa foi realizada nas escolas e associações locais, a partir de entrevistas com pescadores e suas famílias. "Observamos que o trabalho na pesca está diretamente ligado com a saída dessas crianças da escola, além de outros motivos como distância da escola e o fato das crianças e adolescentes precisarem ajudar no sustento da família", explica a bolsista no estudo. "Embora algumas crianças saiam da escola para a pesca, os pais que entrevistamos preferem que seus filhos estudem para que possam ter maior oportunidade de trabalho".

De autoria da bolsista Camila de Fátima Simão de Moura, o estudo "Identificação e levantamento histórico-cultural do município de Curuçá, PA, por meio da memória dos atores sociais envolvidos no manguezal" também foi premiado pelo PIBIC. Orientado pela educadora Helena do Socorro Quadros, da Coordenação de Comunicação e Extensão do Museu Goeldi, o estudo fez um levantamento das manifestações históricas e culturais de Curuçá a partir de entrevistas com diversos atores sociais envolvidos com o assunto. Os dados obtidos durante a pesquisa deverão compor o acervo imaterial do futuro Ecomuseu do Mangue, voltado para a valorização da cultura local.

Texto: Maria Lúcia Morais.

FONTE: MORAIS, Maria Lúcia. PIBIC premia melhores estudos da iniciação científica. Disponível em: http://www.museu-goeldi.br/sobre/NOTICIAS/03_07_2009a.html.

Incentivo a iniciativas científicas, culturais e educativas

  • Apoio ao 4º Congresso Brasileiro de Avaliação de Impacto – 4º CBAI, que aconteceu no período de 22 a 26 de Outubro de 2018, na cidade de Fortaleza (CE). Link
  • Parceria com o Clubinho da Tartaruga do Programa Quelônios da Amazônia, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade.
  • Apoio parcial ao XVII Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2009.
  • Apoio parcial ao II Encontro da Regional Sudeste da Sociedade de Arqueologia Brasileira - SAB Sudeste, Rio de Janeiro, 2009.
  • Apoio parcial ao VI Encontro da Sociedade Brasileira de Arqueologia - SAB Sul, Florianópolis, 2008.
  • Apoio parcial ao XVI Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2008.
  • Apoio parcial ao Seminário de Resíduos Sólidos, Coleta Seletiva Solidária e Responsabilidade Socioambiental do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, 2008.
  • Apoio parcial ao Seminário do Programa de Coleta Seletiva Solidária, Belém, 2008.
  • Apoio parcial à publicação da revista Vestígios: Revista Latino-Americana de Arqueologia Histórica, v.2, n.2, jul./dez. 2008.
  • Apoio parcial ao XV Seminário de Iniciação Científica do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCT), Belém, 2007.
  • Apoio parcial ao Evento Comemorativo ao Ano Internacional do Planeta Terra: Água e Meio Ambiente na Amazônia do Museu Paraense Emílio Goeldi. Belém, 2007.
  • Apoio parcial à publicação da revista da Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, v.14/15, 2003.

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